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8 atitudes para ser um bom pai
1. Participe ativamente – e com frequência
Participar só quando chega o boletim da escola não
vale: é preciso se aproximar do cotidiano da
criança. “O pai deve participar como quem vai dar o
limite, quem vai estimular e elogiar, quem vai
acompanhar a criança”, diz Quézia Bombonatto.
Segundo ela, cinco minutos por dia já podem ser
muito importantes para o desenvolvimento da relação
de ambos. Mas não adianta pegar apenas um dia do mês
e, de alguma forma, tentar “tirar o atraso”. A
proximidade se constrói aos poucos e é importante
para a criança sentir que pode confiar no pai e que
está sendo valorizada. “É preciso, por exemplo,
acompanhar o que está acontecendo na escola, e não
somente perguntar quais notas ela tirou”.
Transformar estes momentos em significado para a
criança já é um bom começo.
2. Não confunda atenção afetiva com atenção material
Ao testemunhar um mau comportamento dos filhos,
muitos pais se queixam dizendo “Mas não está
faltando nada para ele”. Não está faltando nada
mesmo? Carinho não pode ser trocado por presentes.
“A presença é muito importante”, diz Quézia. Se
envolver com os filhos não se resume a levar um
chocolate no final do dia, ao voltar do trabalho.
3. Seja carinhoso
Muitos pais confundem masculinidade com falta de
afeto e evitam beijar e abraçar a criança. Essa
falta não pode ser excessiva: o pai pode e deve
mostrar o amor que sente pelo filho. Segundo Cris
Poli, é preciso haver uma interação física com a
criança também durante as brincadeiras. Às vezes o
pai prefere não brincar de boneca com as filhas, por
exemplo, por ficar constrangido, mas é preciso se
adaptar. E fazer brincadeiras com interação mais
pessoal – ficar somente no computador e no videogame
não é uma solução. A criança precisa de afeto.
4. Não seja autoritário, mas tenha autoridade
Muitos homens confundem autoritarismo com
masculinidade e se tornam pais que se impõe por meio
do berro e da ameaça. Para o psicanalista Rubens de
Aguiar Maciel, especialista em desenvolvimento
humano e paternidade, os pais devem evitar a
imposição de regra pela regra. “É muito prejudicial
as crianças serem obrigadas a fazer isso ou aquilo
porque o pai mandou, sem que haja alguma explicação
maior”, diz. A autoridade fica superficial, pois
aquela ordem não faz nenhum sentido para a criança.
Para Cris Poli, pais com perfil autoritário impedem
a criança de expressar sentimentos e pensamentos com
facilidade, pois ela não se sente respeitada. “Se um
pai é autoritário e se impõe pela força e pelo medo,
acaba inibindo a criança. Ela pode crescer mais
tímida e introvertida, com dificuldade para se
expressar”, diz.
Limites devem ser construídos – e não
impostos.
5. Não seja excessivamente permissivo
Na contramão dos pais autoritários estão os pais
permissivos. Embora afetuosos, eles não se dispõem a
estabelecer limites para os filhos. E terminam sendo
ausentes. Segundo Cris Poli, os pais demasiadamente
permissivos deixam de se posicionar e preferem
deixar o filho fazer tudo o que quer. “É aquele pai
que costuma dizer: ‘vê com a sua mãe’ e nunca toma
as decisões”, diz a “Supernanny”.
6. Se posicione como pai
Para Cris Poli, o erro mais recorrente dos pais é
não tomar uma postura em relação à educação dos
filhos. “A ausência, a falta de posicionamento e de
autoridade são uma carência muito forte”, diz ela.
Essa regra vale não só para a hora de tomar
decisões, mas também para os afazeres miúdos e os
cuidados do dia a dia, como o banho, a comida e as
brincadeiras. Até porque as modalidades de diversão
e aprendizagem da mãe costumam ser diferentes da do
pai. “O lúdico é importante e deve vir dos dois”,
defende Quézia.
7. Exija seu espaço
De acordo com a psicóloga Camila Guedes Henn, do
Núcleo de Infância e Família (NUDIF) da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, a mãe também deve dar
espaço para a entrada do pai na vida dos filhos. “Às
vezes elas não acreditam muito na capacidade do pai
de cuidar da criança, e é algo que não pode
acontecer”, diz. A figura masculina também é
importante e deve atuar em colaboração com a mãe,
trocando opiniões sem que um desautorize o outro.
8. Seja um bom cidadão
Um bom pai é também um bom marido e um bom cidadão.
De acordo com o psicanalista Rubens de Aguiar
Maciel, todo o ambiente ao redor da criança
influencia na formação dela e a figura do pai também
conta. Para os filhos crescerem da melhor maneira
possível, portanto, os pais devem ser maduros
emocionalmente. “O homem e a mulher precisam saber
quais são os próprios valores diante de uma
sociedade que muitas vezes os leva a conhecer pouco
sobre si mesmos e a serem competitivos e
consumistas”, resume ele. “Para ser um bom pai é
preciso procurar, antes, ser um bom ser humano”,
completa.
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