A alimentação pode influenciar positiva ou negativamente o
rendimento dum atleta, devendo consequentemente ser
orientada no sentido de não só melhorar a sua capacidade
desportiva, mas também de proporcionar uma boa saúde a longo
prazo.
Ao ser elaborada uma dieta para o desportista, deve-se ter
em conta vários fatores como, o tipo de desporto, idade,
sexo, raça, clima, temperatura, altitude, condições
sócio-econômicas, fatores individuais, etc., o que leva a
afirmar que não deve haver uma dieta do desportista em
abstrato ou mesmo de determinado desporto, mas sim uma
dieta, que deverá sempre que possível, ser individualizada e
adaptada a cada situação.
Os princípios base para uma correta alimentação do
desportista, assentam por um lado, na satisfação diária das
necessidades energéticas e plásticas, através de um adequado
fornecimento em calorias (energia) de hidratos de carbono,
gorduras, proteínas, água, minerais e vitaminas e por outro,
num correto enquadramento destes alimentos em: ração de
treino, ração de competição e ração de recuperação.
Deverá ser calculada em função das necessidades energéticas,
determinadas segundo, o metabolismo basal, o trabalho
muscular, a regulação térmica, o crescimento
(infância e adolescência) e
ação dinâmica especifica dos alimentos (energia gasta com a
digestão e absorção dos próprios alimentos).
Deverá ser constituída por 55% de hidratos de carbono
(arroz, massa, pão, batata,
açúcar, bolos, etc.), 30% de gorduras (relação gordura vegetal / gordura animal = 1 ) e 15 %
de proteínas (relação proteínas animais / vegetais = 1).

Uma boa hidratação é fundamental no desportista não só
porque o rendimento de um atleta diminui com o aumento da
desidratação mas também porque certas lesões desportivas
(roturas musculares e
tendinoses) são mais frequêntes
quando há desidratação.
A quantidade de água a administrar diariamente varia em
função do trabalho muscular, temperatura, altitude e
humidade ambiente, devendo no mínimo ser fornecido 1 ml por
cada caloria da ração alimentar (no mínimo 3 litros / dia : 1,5 litros como bebida e 1,5
litros incorporados nos alimentos).
O ideal será que o atleta nunca sinta sede, para o que será
necessário ir administrando pequenas quantidades de água,
quer na fase pré-competitiva, quer durante a competição.

As necessidades em vitaminas e minerais estão aumentadas no
desportista, especialmente no que se refere às vitaminas
B1, B6,
B12, e C, também chamadas
vitaminas ténico-desportivas ou
vitaminas do desportista.
Embora uma alimentação equilibrada deva fornecer as
quantidades necessárias destes nutrientes, a
suplementação pode por vezes ser
aconselhada.

Corresponde à alimentação de base do atleta, devendo a ração
calórica, proteínas, hidratos de carbono e gorduras serem
administradas nas proporções atrás referidas.
A confecção dos alimentos deverá ser de modo a facilitar a
sua digestão (dar preferência a
cozidos e grelhados) assim como a promover um bom
aproveitamento dos seus nutrientes. O atleta deverá fazer 5
a 6 refeições por dia:
pequeno-almoço, meio da manhã, almoço, merenda, jantar e
eventualmente ceia.
As bebidas alcoólicas, se bem que não tragam qualquer
benefício, podem ser consumidas nesta fase desde que
moderadamente (até 250 ml de
vinho ou 500 ml de cerveja/dia).

Incluem-se nesta rubrica a última refeição antes da
competição, a ração de espera e
a ração pré-competitiva.
ÚLTIMA REFEIÇÃO ANTES DA COMPETIÇÃO
Deverá ser uma refeição normocalórica,
equilibrada nos seus constituintes (proteínas,
gorduras e hidratos de carbono) de fácil digestão (confecção
à base de cozidos e grelhados , com pouca gordura e sem
álcool), e que não provoque flatulência (evitar o feijão
seco, o grão de bico, as favas e a batata).
Esta refeição, a ser sempre respeitada, deverá ser ingerida
no mínimo 3 horas e o máximo 4 horas, antes da competição.

Consiste na administração de uma bebida açucarada entre o
fim da última refeição e o início da competição, com o
objetivo de evitar as hipoglicémias
secundárias à ansiedade, habitualmente presente no atleta
antes da competição.
Deve ser composta por água, açúcar (frutose)
e eventualmente sais minerais, e ser administrada na
quantidade de 150 ml de ½ em ½ hora.

Só nos desportos de média duração (futebol,
basquetebol, handebol, voleibol, etc.) e de longa duração
(ciclismo, alpinismo, caça
submarina, atletismo de fundo, etc.) está indicado este tipo
de ração.
Desporto de média duração.
Deve ser administrada no
intervalo do jogo tendo por finalidade fornecer energia,
água e sais minerais. A ração a administrar, que poderá ser
de preparação caseira ou industrial, deverá conter água, de
preferência bicarbonatada,
açúcar (frutose), cloreto de
sódio (sal) e potássio.
Desporto de longa duração.
Neste caso, para além da água, minerais e frutose, a ração
deverá ainda fornecer proteínas (
ou aminoácidos ) com o objetivo de promover a reparação
celular e manter o tônus neurovegetativo. Assim em cada ½
hora deverá ser administrada uma ração igual à utilizada
para os desportos de média duração e em cada duas
horas uma pasta de carne ou de um concentrado de
aminoácidos (preparação industrial).

Deverá cobrir as 48 horas seguintes à competição, tendo por
objetivo desintoxicar o organismo dos produtos do desgaste
muscular e proceder à reparação das perdas do organismo
provocadas pelo esforço. A metodologia proposta é a seguinte
:
-
Depois da competição - água (de preferência bicarbonatada) e leite magro.
-
Refeição a seguir à competição -
deverá ser uma refeição pobre em energia, assim como em
alimentos que atrasem a recuperação do atleta. Será uma
refeição sem carne, peixe, pão e álcool e composta
essencialmente por legumes, fruta, leite, queijo, alguma
gordura, arroz ou batata e eventualmente um ovo cozido.
Deverá cobrir as 48 horas seguintes à competição, tendo por
objetivo desintoxicar o organismo dos produtos do desgaste
muscular e proceder à reparação das perdas do organismo
provocadas pelo esforço. A metodologia
proposta é a seguinte :
-
Depois da competição - água
(de preferência bicabornatada)
e leite magro.
-
Refeição a seguir à competição -
Neste dia o atleta deverá continuar a fazer o mesmo tipo
de dieta anterior, à excepção do jantar, no qual já é
permitido o consumo de carne ou peixe e o pão.
-
Dia seguinte à competição. Neste dia o atleta
deverá continuar a fazer o mesmo tipo de dieta anterior,
à excepção do jantar, no qual já é permitido o consumo
de carne ou peixe e o pão.
-
2º dia seguinte à competição.
Neste dia o atleta deverá fazer a recarga do
organismo em termos energéticos e protéicos, devendo
fazer uma ração hipercalórica
e hiperproteica, onde é dada
primazia à carne , ao peixe
e ao pão.
Dieta para os atletas que competem em dias seguidos
Para além das medidas de desintoxicação e hidratação habituais é
necessário promover a rápida recarga das reservas de glicogênio.
Como se sabe que a entrada de glicose, para as reservas de
glicogénio, é maior nas primeiras horas a seguir ao esforço, se
o atleta ingerir quantidades suficientes de
glucídios neste período, as reservas serão rápida e quase
totalmente reconstituídas.
Na prática
Logo após a competição: leite, sumos
de fruta natural e água alcalina açucarada
De seguida : uma refeição, com pelo
menos 70% de hidratos de carbono. Deverá também ser uma refeição
rica em vitaminas e minerais. As proteínas de origem animal,
embora acidificantes, poderão ser usadas moderadamente.
·
Sopa de legumes
·
Carne ou peixe grelhados
·
Arroz, massa ou batata
·
Pão
·
Queijo
·
Bolo ou torta
·
Fruta madura
·
Frutos secos
..........
Profa. Dra
Isabela Guerra – Nutricionista
Data: 15/03/2005
A ALIMENTAÇÃO ANTES DA COMPETIÇÃO
Uma
alimentação adequada em termos de quantidade e qualidade é fundamental
para um bom desempenho. Importante prestar atenção no que se come no dia
da competição, porém, acima disso, é fundamental seguir uma dieta
nutricionalmente ideal ao longo de toda a temporada.
Os
alimentos fornecem os macronutrientes que
fornecem energia para o nosso organismo (carboidrato – pães, massas,
arroz, batata, etc; proteína – carnes e
leite e derivados e gordura) e também os
micronutrientes que fornecem apenas as vitaminas e minerais, que
são essenciais para uma série de funções tais como visão (vitamina A),
formação de colágeno e combate aos radicais livres (vitamina C),
formação da massa óssea (cálcio) e assim por diante.
O que comer antes dos jogos ?
A
refeição pré-competição tem um papel muito importante entre eles:
1.
Evitar a fome antes e durante o exercício;
2.
Manter uma hidratação adequada;
3.
Conter baixas quantidades de fibras e gorduras para
evitar qualquer tipo de desconforto
gastrointestinal, já que esses nutrientes retardam o tempo de
esvaziamento dos alimentos do estômago causando uma sensação de “peso
no estômago”;
4.
Deve ser constituída de alimentos que sejam familiares a
rotina alimentar do atleta;
5.
Deve fornecer quantidade adequada de carboidrato já que
esse nutriente é responsável por fornecer energia para o trabalho
muscular durante o exercício.
Geralmente, é aconselhável que o atleta nunca inicie uma competição e/ou
treinamento em jejum e que a refeição antes do evento seja realizada 2 a
3 horas antes do início do exercício para permitir um adequado
esvaziamento gástrico. Se algum alimento permanece no estômago ao se
iniciar o exercício, o atleta pode se sentir nauseado e com um certo
desconforto já que o fluxo sangüíneo vai ser desviado do trato
gastrointestinal para os músculos que estão
se exercitando.
É
ideal que nessas refeições se consuma alimentos ricos em carboidrato com
baixo índice glicêmico, porque esse tipo de
carboidrato será liberado aos poucos na corrente sanguínea.
Lembre-se que você nunca pode treinar ou jogar em jejum – você precisa
de energia para ter um bom desempenho em quadra e, para isso nada melhor
do que uma boa refeição antes do jogo !
Aí
vão algumas sugestões de combinações de alguns alimentos antes da
competição quando essa for pela manhã :
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Salada de fruta + granola
Iogurte de frutas
Pão de forma com requeijão e
blanquet de peru |
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Suco de laranja
1 pão francês com queijo minas
1 xícara de café com leite
Cookie
de aveia |
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Leite batido com maçã e aveia
Torradas com
cream-cheese
1 fatia de bolo simples sem recheio e cobertura |
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Leite com cereal matinal e banana
Pão integral com queijo prato
Bolacha de aveia e mel |