Foram
décadas de espera por dias melhores. Assim vem vivendo o
surfe amador competitivo na Bahia. Durante os últimos
quase 40 anos, nenhuma associação desempenhou seu papal
associativo. Com isso, a federação específica para este
esporte permaneceu no ostracismo imposto pelas más
administrações das associações.
Mas, uma luz começou a brilhar no
fundo do túnel e, só espera-se que não seja um trem
vindo em sentido contrário, como sugere o dito popular
para justificar certas tomadas de decisões que
interferem na norma e na hierarquia das ordens. No caso
em epígrafe a FBSusf, que, para salvar o surfe
competitivo baiano resolveu tomar as rédeas, passando por cima de
tudo e de todos, quando passou a cobrar taxas dos
atletas, uma vez que, esta função é das
associações.
Novamente a história se repete:
a criatura controlando o criador.
Uma pergunta: alguém tem outra
solução aí para resolver esta situação? Resposta: a
solução existe sim, cabe as associações passarem a
cumprir com o seu papel e terem em seu quadro de sócios
os associados pagando mensalidades em dia para que elas,
associações, possam sustentar e gerir a federação que
elas criaram.
Sabe quando as associações vão ter um
quadro social ativo? Resposta: nunca.
Armando Daltron, atual presidente da
FBSurf, está agindo de forma
"errada" porém certa. Parece até contradição, mas foi e
é, até o momento, a única maneira de sustentabilidade e
sobrevivência da Entidade para continuar existindo. E
por outro lado, forçar os "atletas" a pagarem uma taxa
de filiação que, no caso em discussão, trata-se de uma
taxa federativa, já que as associações não pagam, alguém
tem que arcar com a sobrevivência da FBSurf e, nada mais
justo que os próprios atletas que não gostam de gastar
dinheiro com o seu esporte, mas querem ganhar sempre
premiações e ver as competições acontecerem.
Ao que parece, este ato é o início de
uma nova Era no surfe baiano (Era da Responsabilidade).
Não é uma atitude inovadora, porque outras federações
esportivas já vêm cobrando taxas dos atletas, um papel que deveria,
repito, ser feito
pelas associações que deveriam também agir como escolas,
pois elas são as responsáveis pele formação dos atletas. E, a cada dia que passa, surgem mais
e mais associações fundadas sem assembleia e cheias de
sócios fantasmas, sem valor legal nem moral. Muitas nem têm
registro e, até as que têm registro, não têm associados.
Agora, quem vai formar os indivíduos
devidamente para serem atletas, porque atleta não nasce
pronto. Será que até isto terá que ser feito pela
federação?