Comportamento

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Uma Questão de Consciência... Ou Moda?

Enquanto isto: os moleques se divertem

 

Por Marco Monteiro

                                                                                                                                                                                                                                                         FOTO:  Marco Monteiro

O bodyboard surgiu em Salvador, mais ou menos, por vota de 1984. As loja que vendiam esta nova prancha eram o Magazine Mesbla e a Casa Moraes, que funciona ainda hoje ao pé da Ladeira da Montanha, Comércio.

Até então, as quilhas eram predominantes, mas logo surgiram os adeptos da nova moda praticada primeiramente por mulheres e crianças.

Contudo, muitos surfistas, entusiasmados pela prancha de peito, passaram a praticar também. Entretanto, não chegou a superar as quilhas.

Enquanto o bodyboardy encantava temporariamente a todos, devido a facilidade de ser praticado, os empresários buscavam meios para incentivar a moçada com competições e venda de acessórios, como camisa de lycra, cordinha, pés-de-pato etc.

Na época, seria algo impensável que o bodyboard crescesse. Hoje, quase 30 anos depois, ele pode ser visto com olhos apreensivos. Mas, enquanto isto: os moleques se divertem. Em todas as praias baianas sempre tem jovens deslizando de peito. Iago 18 e Lucas 12 anos são exemplos de que vale mais uma sessão de lazer do que um dia desgastante de competição. É assim que a prática do bodyboard vem sendo apreciada em Salvador atualmente, longe das competições.

Existem atletas e empresários para todos os tipos de modalidades, principalmente no que toca a vaidade e a finança. Viajar para outras cidades e países e poder, desta forma, cumprir o número de etapas necessárias para almejar uma boa posição no ranking, para os atletas é instigante. Já, monetariamente é arrasador para um atleta, principalmente nos dias de hoje em que tudo acontece muito rápido e as empresas só se preocupam em aparecer em uma localidade, deixando de fora outras localidades e muita gente.

Não é imperativo dar prêmios aos atletas, mas condições para eles competirem, para que a competição mantenha o prestígio e chame mais atletas. Mas, principalmente, os recompense pelo esforço que estes fazem para poderem estar presentes.

Mas, como anda o bodyboard competitivo hoje em Salvador. Quase não se houve mais falar. Entretanto, fundaram uma a FEBEB - Federação de Bodyboarding do Estado da Bahia sem que houvesse associações ou outras entidades com associados pagando mensalidades para manter a estrutura. Mais um equívoco para atrasar o esporte. Se para as quilhas as competições parecem que se resumem a eventos domésticos imagine para a prancha de peito que tem bem menos adeptos.

As empresas querem vender e faturar em cima da molecada, trazendo equipamentos, acessórios e roupas de última geração. Mas, o esporte competitivo bodyboard não aparece no cenário. Apesar destas contradições, julgo que nada há a fazer em relação a isto devido a desorganização estrutural que teve seu início há muito tempo.

Como ultrapassar tal situação? Só Deus sabe.

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