Cotidiano

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Através da fotografia alguém pode transforma um instante numa eternidade.

 

                                                                                    FOTO: Marco Monteiro

A foto acima registra um momento de dor do surfista Victor Leal, em não ter conseguido concluir uma manobra e, essa dor virou para a criança que olhava o surfista, um momento de alegria. Ninguém viu, mas o fato foi captado pela lente da câmera.

 

Por esses motivos, o fotojornalismo me encantou, mas também me entristeceu. Em várias ocasiões eu fechei os olhos para não ver as cenas aterrorizantes da vida e da morte que eu tinha que capturar quando apertava o gatilho da minha câmera fotográfica e depois ter que escrever um texto sobre a cena.

 

Em outras situações sentir os prazeres e as dores alheias.

 

Cumpri com o meu dever intrepidamente, sou repórter.

 

Ouve momentos que me diverti com minha câmera e minha caneta, como uma criança se diverte sem compromisso num parque.

 

Todo repórter tem em mãos uma arma letal: uma câmera e uma caneta. Ambas podem ser usadas tanto para o bem quanto para o mal, por isso nós somos chamados de “Vampiros”, porque sugamos a vida das pessoas, banalizamos o cotidiano e ignoramos os sentimentos dos agressores e dos agredidos.

 

Esta é a definição que faço sobre a foto denominada A Dor e a Alegria de Ser Surfista.

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