A
foto acima registra um momento de dor do surfista Victor Leal,
em não ter conseguido concluir uma manobra e, essa dor virou
para a criança que olhava o surfista, um momento de alegria.
Ninguém viu, mas o fato foi captado pela lente da câmera.
Por esses
motivos, o fotojornalismo me encantou, mas também me
entristeceu. Em várias ocasiões eu fechei os olhos para não ver
as cenas aterrorizantes da vida e da morte que eu tinha que
capturar quando apertava o gatilho da minha câmera fotográfica e
depois ter que escrever um texto sobre a cena.
Em outras
situações sentir os prazeres e as dores alheias.
Cumpri com o
meu dever intrepidamente, sou repórter.
Ouve momentos
que me diverti com minha câmera e minha caneta, como uma criança
se diverte sem compromisso num parque.
Todo repórter
tem em mãos uma arma letal: uma câmera e uma caneta. Ambas podem
ser usadas tanto para o bem quanto para o mal, por isso nós
somos chamados de “Vampiros”, porque sugamos a vida das pessoas,
banalizamos o cotidiano e ignoramos os sentimentos dos
agressores e dos agredidos.
Esta é a
definição que faço sobre a foto denominada A Dor e a Alegria de
Ser Surfista.