Não
é preciso ter olhos de microscópio para perceber que pelo menos
dez das praias mais frequentadas pelos banhistas compõem a orla
marítima da capital baiana, que apresentam sinais de despejo
de esgoto e acúmulo de lixo.
Com as chuvas o derramamento de
lixo levado pelo escoamento de águas pluviais nas praias do
Porto da Barra, Rio Vermelho, Amaralina, Pituba, Jardim de Alá,
Terceira Ponte, Jaguaribe e Itapuã, aumentam visivelmente.
O Instituto de Meio Ambiente (IMA)
só considera impróprias para banho as da Pedra Furada, Roma e
Boca do Rio.
A análise do IMA foi feita em 23
praias dos 30 pontos de análise do IMA. Só para se ter uma ideia,
toda semana funcionários da Limpurb retiram milhares de quilos
de lixo da Praia de Armação, Costa Azul, Corsário, Terceira
Ponte, Jaguaribe, Piatã e Itapoá, embora não existam informações
de que as praias citadas não são próprias para o banho.
O problema da poluição das praias
por derramamento de lixo é devido a falta de educação das
pessoas que frequentam e, o esgoto trazidos pelas águas pluviais
em tempos de chuva é um dos muitos problemas enfrentados pelos
banhistas e surfistas frequentadores das praias da orla.
Apesar da fama de “Cocô Beach” que
a praia do Jardim dos Namorados recebeu há mais de 25 anos
atrás, por causa de um apresentador de TV sem cabeça, que ainda
mantém um programa no horário do meio dia, é uma das praias que
não é considerada imprópria para o banho.
Comparando a praia do “Cocô Beach”
com a praia da Boca do Rio, Terceira Ponte e Jaguaribe que, são
bem mais castigadas pelas águas pluviais que correm livremente
chova ou faça sol, a praia do “Cocô Beach” não recebe águas
sujas diariamente porque aquele rio é morto, só é ativo quando
chove para dar evasão a estação de tratamento Iguatemi.
Mas, essa
situação preocupante em parte das praias soteropolitanas, todos
em breve vai ser comemorada com as melhorias que estão sendo
realizadas nessas regiões, por causa da construção do segundo
emissário submarino da Boca do Rio, que escoará o conteúdo dos
esgotos de vários bairros por tubulações subterrâneas, a 3 mil e
6 metros da praia, após o devido tratamento como já vem
acontecendo há mais de 20 anos no Rio Vermelho com o emissário
submarino, fruto do projeto do Bahia Azul