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Durante todo o ano, as praias de Salvador são frequentadas por cerca de 800 mil pessoas, sendo a maioria delas atraídas pelas barracas de praias, uma outra quantidade fica na areia e tomam banho de mar, o restante são praticantes do surfe.

 

 

FOTO: Marco Monteiro

Não é preciso ter olhos de microscópio para perceber que pelo menos dez das praias mais frequentadas pelos banhistas compõem a orla marítima da capital baiana, que   apresentam sinais de despejo de esgoto e acúmulo de lixo.

Com as chuvas o derramamento de lixo levado pelo escoamento de águas pluviais nas praias do Porto da Barra, Rio Vermelho, Amaralina, Pituba, Jardim de Alá, Terceira Ponte, Jaguaribe e Itapuã, aumentam visivelmente.

O Instituto de Meio Ambiente (IMA) só considera impróprias para banho as da Pedra Furada, Roma e Boca do Rio.

A análise do IMA foi feita em 23 praias dos 30 pontos de análise do IMA. Só para se ter uma ideia, toda semana funcionários da Limpurb retiram milhares de quilos de lixo da Praia de Armação, Costa Azul, Corsário, Terceira Ponte, Jaguaribe, Piatã e Itapoá, embora não existam informações de que as praias citadas não são próprias para o banho.

O problema da poluição das praias por derramamento de lixo é devido a falta de educação das pessoas que frequentam e, o esgoto trazidos pelas águas pluviais em tempos de chuva é um dos muitos problemas enfrentados pelos banhistas e surfistas  frequentadores das praias da orla.

Apesar da fama de “Cocô Beach” que a praia do Jardim dos Namorados recebeu há mais de 25 anos atrás, por causa de um apresentador de TV sem cabeça, que ainda  mantém um programa no horário do meio dia, é uma das praias que não é considerada imprópria para o banho.

Comparando a praia do “Cocô Beach” com a praia da Boca do Rio, Terceira Ponte e Jaguaribe que, são bem mais castigadas pelas águas pluviais que correm livremente chova ou faça sol, a praia do “Cocô Beach” não recebe águas sujas diariamente porque aquele rio é morto, só é ativo quando chove para dar evasão a estação de tratamento Iguatemi.

Mas, essa situação preocupante em parte das praias soteropolitanas, todos em breve vai ser comemorada com as melhorias que estão sendo realizadas nessas regiões, por causa da construção do segundo emissário submarino da Boca do Rio, que escoará o conteúdo dos esgotos de vários bairros por tubulações subterrâneas, a 3 mil e 6 metros da praia, após o devido tratamento como já vem acontecendo há mais de 20 anos no Rio Vermelho com o emissário submarino, fruto do projeto do Bahia Azul

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