Istrução

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Manual do Atleta Onda Viva

Apresentação

O ser humano não consegue viver sozinho logo, procuram outros de sua espécie para conviver e dentro dessa convivência, surgem os grupos definidos, cada um conforme os interesses que se assemelham.

Essa procura por uma identificação em alguém ou em alguma coisa estabelece um vínculo social com ele, daí ocorre uma associação humana.

Com o estabelecimento de muitas associações humanas, o ser humano passa a estabelecer verdadeiros grupos sociais.

Essa associação não existe de forma sustentável no surfe.

Apesar de existir uma identificação entre os surfistas, eles não conseguiram, ainda hoje, se organizarem legalmente, por isso o surfe livre é dominante, selvagem em muitas ocasiões e civilizados em outras, mantendo ainda as tradições morais e materiais do domínio territorial o que denominamos LOCALISMO.

Vendo essa carência na atividade surfe, resolvi elaborar este Manual do Atleta, apresentando considerações básicas, com textos reduzidos e de fácil compreensão, embora muitos terão dificuldades para entender o conteúdo que não se encerra neste manual.

O maior empecilho que vejo no grupo social do surfe é a falta de interação entre seus participantes.

Os surfistas foram desviados do sentido de organização por interesse sócio/econômico, que agiu como uma lavagem cerebral, mostrando apenas o lado capitalista do surfe, o que nos leva a crer que faltou conhecimento na estruturação dos hábitos dos praticantes de surfe desde quando tudo começou.

Mesmo assim, não podemos ainda considerar o surfe como um grupo social organizado, visto que, estas pessoas não se interagem entre si, mas convivem com certa organização fundamentada, segundo a ordem de tolerância social (política da boa vizinhança).

Bem, a proposta do Projeto Onda Viva dos Surfistas do Estado da Bahia, objetiva filiar pessoas com interesses intrinsecamente ajustados e com consciência grupal (“nós” ao invés do “eu”), que tragam certos valores, princípios e objetivos em comum.

Marco Monteiro

”Os grupos sociais se diferem quanto ao grau de contato de seus membros. Os grupos primários são aqueles em que os membros possuem contatos primários, mais íntimos. Exemplos: FAMÍLIA, grupos de AMIGOS, VIZINHOS etc.

Diferentemente dos grupos primários, os secundários são aqueles em que os membros não possuem tamanho grau de proximidade. Exemplos: igrejas, partidos políticos etc. Outro tipo de grupos sociais são os intermediários, que apresentam as duas formas de contatos: primário e secundário. Exemplo: ESCOLA.”

Autor desconhecido

Um breve conto da história do surfe baiano

Assim como as demais atividades esportivas que eram praticadas nos anos 50 e 60, em Salvador, o surfe tinha sua pureza prazerosa e primitiva tecnologia.

Não era explorado comercialmente e era praticado por poucas pessoas.

O surfe chegou ao Brasil e se espalhou rapidamente por todas as capitais brasileiras.

Na Bahia, em Salvador, a primeira fábrica de prancha foi a HATY SURFBOARDS e a primeira federação de surfe fundada no Brasil, também foi aqui na Bahia, em 1978, tendo como primeiro presidente Luís Carlos de Almeida.

Em 1997, 34 anos depois, o estatuto da Federação Baiana de Surf passou por reformas e foi finalmente registrado em cartório, quando Carlos Augusto de Morais, revitalizou a federação e ela passou ser ser chamada de FBSurf.

Houve uma grande festa no IATE CLUBE DA BAHIA em comemoração a iniciativa. Todos achavam que iria acontecer uma reviravolta e o surfe baiano iria crescer, contudo isso não aconteceu porque as associações estavam desorganizadas e ainda estão até hoje.

O surfe ainda hoje não

se organizou

Iniciou-se na década de 70 um movimento para criar associações de surfe. Muitas foram criadas e nunca foram registradas, ficando assim, sem cunho legal porque seus presidentes visavam e visam interesses próprios, desviando o objetivo das associações que têm o papel de servir e garantir os direitos e interesses dos seus associados.

Associação não tem dono e a cada três anos é necessário que haja renovação da diretoria, conforme o novo Código Civil Brasileiro.

É também necessário que uma associação tenha sede, registro em cartório, no CNPJ, Alvará de Funcionamento expedido pela prefeitura, Certidões Negativas de Débito Tributário, registro no Ministério da Fazenda, Certificado de Regularidade do FGTS – CRF, advogado com OAB e técnico com registro no CREF13/BA – Conselho Regional de Educação Física.

Hoje, o surfe baiano está fraco e sem perspectivas de crescimento devido a falta de organização das associações.

A Federação Baiana de Surfe encontra-se organizada e pronta para receber as associações para ser regida por elas, entretanto é necessário que as associações se organizem para poderem filiem-se a FBSurf.

Uma vez as associações organizadas, poderão realizar assembléias entre elas e consequentemente, fazer com que a FBSurf possa realizar seu papel de entidade centralizadora dos interesses coletivos dos associados, às associações e, criem calendários esportivos.

O surfe baiano só crescerá quando cada associação tiver contingente, ou seja, sócios contribuintes com taxas mensais de manutenção.

Com as associações organizadas, elas serão auto-sustentáveis e não ficarão reféns das fábricas e das lojas que exploram a moda surfe, para promoverem suas competições.

Onda Viva sem

premiações

 

O Circuito Onda Viva dos Surfistas do Estado da Bahia foi transformado em uma competição cem por cento amadora, visando sociabilizar e educar, especialmente os iniciantes, através do incentivo a prática competitiva tendo como premiação medalhas ou troféus.

 

A medida polêmica tenta resgatar o amadorismo no surfe baiano, que não chegou a ter e, a proposta vem causando mal estar entre organizadores e atletas, principalmente aqueles nascidos nos anos 90 para cá, que encontraram este modelo equivocado que misturou o surfe amador com o surfe profissional na criação dos circuitos PRO-AM realizados nas décadas de 70, 80 e 90, transformando o surfe amador um pouco profissional e o surfe profissional um pouco amador, resultado: deixaram de lado a base da educação que fundamenta o esporte amador e trata da formação do atleta.

 

Essas pessoas que se sentiram atraídas pelo lucro, tais como donos de lojas de Shoppings e fabricas passaram a divulgar amplamente seus produtos nos locais onde eram realizadas as competições e usaram os atletas do surfe como outdoors ambulantes e ainda usam.

 

Hoje, esses empresários não querem mais patrocinar nada, pois descobriram que, investindo na grande mídia ou fixar um pôster na porta de sua loja com a imagem de um surfista realizando uma bela manobra atrair o consumidor simpatizante da moda surfwaer, que é em maior número e se vestem iguais aos surfistas quando vão aos shoppings centers, aos bancos, aos mercados, à igreja, aos cinemas e até às repartições públicas como se estivessem indo à praia para surfar.

 

Para o surfista Ricardo Longo Bastos, 43 anos, que iniciou a prática do surfe aos 12 anos de idade, não viu evolução das entidades que se dizem organizadoras do surfe.

 

“-É preciso que aconteça mais o quê para salvar o surfe amador?”, pergunta Ricardo num e-mail a diversas lideranças empresariais e desportivas do surfe baiano.

O fator negativo foi que ninguém se preocupou, na época, com os resultados antipedagógicos e contraproducentes da misturar do surfe amador com o surfe profissional, culminando hoje na ideia errada que o atleta tem na hora de se inscrever numa competição de surfe ele vem com a pergunta na ponta da língua: qual é a premiação?

 

Justificando esta pergunta, eles se fazem de coitadinhos e dizem que passam o dia inteiro na praia de baixo do sol, gastam dinheiro com alimentação e querem ser recompensados com uma boa premiação. Mas, eles esquecem que todos os dias eles passam horas na praia surfando e não ganham dana além do prazer de estarem lá.

 

O que faz o congraçamento do atleta é o troféu e não uma peça de roupa ou um objeto (prancha e acessórios) que nunca coincide com o tamanho do manequim de quem recebe. E as pranchas conquistadas como premiações terminam sendo vendidas a preço de banana horas depois da competição.

 

Muitos desses “atletas” não passam das eliminatórias, mas querem saber qual é a premiação. Isto é hilário. Esse problema poderia ter sido eliminado através do campeonato estadual, mas foi fortalecido quando estipularam uma premiação padrão para cada categoria e taxas de inscrições diferenciadas.

 

Com a mesma atenção que um juiz avalia a categoria open, ele avalia a categoria infantil, não existe diferença, por tanto, o valor da taxa teria que ser igual para todos.

 

Qual a postura das lideranças diante desta situação? Como resgatar o espírito e o princípio básico do surfe amador que é a educação e tem por objetivo desenvolver a saúde física e mental e a integração sóciocultural dos indivíduos em formação? Como coibir as pessoas estranhas aos eventos fumarem maconha na área de competição como se o ato fizesse parte intrínseca da prática do surfe e fosse a coisa mais normal do mundo? Pelo que se sabe a norma ainda reprime esta ação.

 

A proposta do Circuito Onda Viva é conscientizar o atleta da importância da competição como fator de avaliação do desenvolvimento de suas potencialidades no esporte.

 

Com isso, estamos começando uma transformação saudável no incentivo à prática do surfe amador em nosso Estado e, contando com apoio de vários pais que militam na área de educação e têm filhos surfistas, os atletas Onda Viva ficaram mais conscientes.

 

Não vale a pena incentivar o jovem a participar das competições de surfe apresentando-lhe apenas o interesse em ganhar premiação (objetos), usando esta como uma isca para atraí-los, mas sim mostrar o quanto é importante a integração social do indivíduo através do esporte, especialmente as crianças e os adolescentes iniciantes na prática seja do bodyboard, longboard ou surfboard.

 

De um lado o educador, aquele que educa e, do outro lado, o educando, aquele que está sendo educado. O educador representado pelo adulto, quer seja nas famílias, quer seja nas escolas, quer seja na sociedade em geral.

 

As crianças entendem, os adultos têm o poder, elas precisam da proteção dos adultos, mas não a proteção possessiva e especulativa que ultimamente vem acontecendo em torno de crianças e adolescentes e de pais obsessivos por vitórias em todas as modalidades esportivas.


Os reais valores do surfe competitivo amador não existem mais no contexto esportivo e é imperativo que seja resgatado e devolvido aos jovens, pois tirar-lhes esse direito de integração salutar e colocá-lo em condições profissionalizantes é como se estivéssemos obrigando-os a dar saltos no seu desenvolvimento sócioeducativo. E a natureza não dá saltos.


Os atletas de surfe não são diferentes dos atletas de outras modalidades esportivas amadoras. Eles precisam de professores, alguém que possa orientá-los e tirar suas dúvidas. Por falta desse mestre eles sentem-se largados no surfe, achando que pode tudo.


Um bom momento para surgirem mais escolas (associações) de surfe com a finalidade de realizarem competições educativas em seus bairros e os atletas vencedores dessas competições disputariam o campeonato baiano de surfe promovido pela FBSurf.


Havendo esta seletiva o nível do campeonato baiano seria outro, com bons atletas fundamentados em técnicas, princípios e objetivos.


O axioma muito usado e pouco praticado que diz que, o esporte faz amigos e transcende as fronteiras, exemplo disso são as Olimpíadas, parece que não existe no mundo do surfe. O que se percebe é uma grande rivalidade e disputa de poder.

 

O bom humor faz uma combinação saudável com o esporte. A reação tem a ver com “levar as coisas na esportiva”.


Finalizando, esta é a proposta do Circuito Onda Viva e não significa essencialmente que seja a proposta salvadora do surfe, mas não vejo outra no momento melhor que a nossa. Não visa lucro, não pode ser comparado com outros circuitos de surfe amadores com características profissionais e tem cunho sócio, educativo e cultural, mas precisa de dinheiro para manter-se funcionando, por isso existe taxa de inscrição pagas pelos atletas.

 

A história universal

da competição

A competição surgiu da necessidade do homem pré-histórico superar seus predadores utilizando armas rústicas, e se um homem teve essa genial ideia, ele percebeu que a transmissão dessa nova ideia para seus companheiros poderia servir de complemento na vitória contra seus predadores, pois quanto mais armas e homens, maior será a chance de vitória.

O mesmo aqui se deve atribuir às associações de surfe. Quanto mais associações organizadas e filiadas a FBSurf, mais forte será o surfe baiano.

O ideal olímpico representado pela máxima “O importante não é vencer, lançado pelo barão de Coubertain em 1896”, foi defendido pela primeira vez em 1908 pelo bispo da Pensilvânia, durante um sermão aos atletas que disputariam as Olimpíadas de Londres.

A frase criada pelo barão de Coubertain, que revitalizou as olimpíadas, não condiz com a realidade olímpica dos tempos modernos, onde o esporte é visto como “guerra” e cada vez mais são encontradas evidências de doping, como o caso do atleta canadense Ben Johnson que em Seul, Asia em 1988, teve seu ouro e recorde nos 100 m. cassados pelo Comitê Olímpico Internacional, dentre outros.

A Grécia Antiga deixou para toda humanidade, principalmente para o mundo ocidental, um dos mais expressivos legados culturais da história, com destaque para filosofia e dramaturgia, pois essas manifestações não eram conhecidas entre as civilizações que antecederam os gregos na história.

Outro aspecto que se desenvolve somente com os gregos é o esporte. Até então, os exercícios executados pelo homem eram involuntários, em busca da caça para sobrevivência.

O lema do atletismo “mais rápido, mais alto e mais forte” (“citius, altius e fortius”), representado pela trilogia correr, pular e arremessar, foi criado pelo padre Dére Didon em 1896, mas surgiu bem anteriormente, por volta de 776 a C. entre os jovens e soldados gregos, para desenvolver as habilidades físicas e criar competições. Como fazemos hoje em dia.

No nosso surfe, apesar do espírito de competição, não podemos nos esquecer que o importante são as três medalhas: de OURO, de PRATA e de BRONZE, que simbolizam os atletas mais esforçados da competição.

Como proceder na competição

O primeiro passo de organização que um atleta deve der é procurar inscrever-se e apresentar no ato da inscrição sua cédula de identidade original, preencher a ficha, informando todos os dados: nome completo, data de nascimento, tipo sanguíneo, endereço completo, telefone fixo e móvel e se for menor de 18 anos, ter uma autorização assinada pelos pais ou responsáveis.

Organização do atleta

Dois dias antes da competição, o atleta deve realizar uma vistoria em seus equipamentos tais como LEASH, CAPA, PARAFINA, DECK, LYCRA, BERMUDA DE NEOPRENE, RELÓGIO, PROTETOR SOLAR, CANTIL DE ÁGUA, AGASALHO etc.

Uma vez organizado os acessórios que vai usar antes, durante e após a competição, o atleta deve ficar atento à noite anterior para não dormir tarde e, no dia propriamente dito da competição deve chegar uma hora antes do início para confirmar sua presença, permanecendo junto ao palanque ou barraca para evitar surpresas. Não é recomendado entrar no mar para evitar acidentes ou quebre do equipamento.

Organização de uma competição

A entidade promotora da competição tem como compromisso: montar a estrutura (palanque ou barraca) na praia e mais uma barraca para os atletas.

Contratar um técnico de som tem a função de instalar o equipamento, selecionar a música dentre outras realizações técnicas ligadas ao som.

Contratar um locutor tem a função de chamar as baterias, narrar a competição dentre outras informações necessárias.

Contratar três a quatro árbitros, sendo que um deles é responsável pela parte técnica da competição.

O quarto árbitro é o homem encarregado de fiscalizar as notas dadas pelos árbitros que são escritas nas papeletas e encaminhá-las ao somador.

As notas apresentadas pelos árbitros são fundamentadas no grau de dificuldade das manobras realizadas pelos surfistas.

O somador, de posse das papeletas, elimina as duas notas maiores de cada atleta e soma as demais, transcrevendo-as para um formulário específico com cópia idêntica que serão encaminhadas ao locutor para divulgar as notas e uma cópia deste formulário é encaminhada ao oficial de praia para ser fixada no quadro de avisos onde os atletas, por fim, poderão avaliar suas notas e classificações, mais detalhadamente.

O oficial de praia tem também a função de entregar e recolher as (camisas de identificação) que são usadas na competição pelos atletas.

Hastear e descer a bandeira que determina o início e o fim das baterias.

A entidade promotora também tem que contratar ajudantes para a instalação do palanque ou barraca, comprar troféus, camisas da competição, refeições, e pagar com o recolhido das inscrições, todas essas despesas.

Exercício para o

surfista competidor

Para o indivíduo ser um surfista competidor, ele deve incluir em sua rotina de atividades exercícios de flexibilidade e formação plyometric workout, com pesos e resistência da formação.

Lembre-se: todos estes exercícios vão construir a sua força muscular e velocidade na água.

O surfista deve também realizar exercícios de natação no out side para adquirir condicionamento físico.

Quando você nada utiliza praticamente todos os músculos em seu corpo.

Portanto, fazendo exercícios de natação e realizando corridas na areia da praia, irá fortalecer os grupos musculares para que eles tenham mais resistência.

Além disso, o surfista deve ser acompanhado por um profissional de educação física com conhecimento nas técnicas do surfe, para que ele possa corrigir falhas técnicas do atleta.

O atleta deve realizar também exercícios para fortalecer a musculatura dos ombros e isso pode ser feito com a ajuda de cordas ou esticar barbells de modo que você evite qualquer prejuízo indevido no ombro.

Antes de praticar qualquer exercício o indivíduo deve realizar um aquecimento geral e isso pode ser facilmente feito por saltos, andar de bicicleta ou correr.

E após o exercício, dar um tempo para esfriar seu corpo. Aquecimento e arrefecimento devem ser uma parte integrante do seu programa de treinamento.

O alimento do atleta

O atleta competidor deve, na noite anterior à competição, dormir cedo e acordar no dia seguinte duas horas e meia antes do início da competição.

O desempenho no mar depende de vários fatores, como genética, treino, motivação e dieta.

Infelizmente muitos surfistas não prestam atenção à dieta e, consequentemente, comprometem o seu desempenho.

Fazer escolhas sábias na alimentação proporciona aos músculos o combustível apropriado, permitindo que o atleta treine por mais tempo em melhores condições.

Carboidratos

Os carboidratos são a fonte de energia para os músculos. A dieta de um surfista deve ser composta por, pelo menos, 60% das calorias totais de carboidratos.

As principais fontes são: pães, massas, arroz, cereais, frutas e vegetais.

Surfistas que treinam diariamente devem adotar uma dieta rica em carboidratos, com 300 a 500 gramas por dia ou 7 a 10 gramas por quilo de peso corporal.

Nutrição antes da

prática do surfe

O tipo de alimento ingerido antes da competição influencia na maneira como o surfista vai atuar no mar.

O atleta deve ingerir de 2 a 4 gramas de carboidratos por quilo de peso corporal duas horas antes da prática do surfe.

O tipo de carboidrato pode ser: complexo (massas, arroz, cereais, pães) ou simples (frutas, doces, mel e açúcar).

Isto significa que ele pode comer uma refeição completa. Uma hora antes da competição é fundamental evitar o consumo isolado de carboidratos simples (frutas, doces, mel e açúcar).

Nutrição durante

exercícios ou competição

Para melhorar o desempenho em treinamento com duração superior a 60 minutos, o ideal é fornecer de 30 a 50 gramas de carboidrato por hora (a partir dos 30 primeiros minutos), dividido em três doses, a cada 20 minutos.

Quando consumido na forma de líquido, a bebida contendo carboidratos não deve ter uma concentração maior que 6 a 8%. Isso porque bebidas mais concentradas demoram mais tempo para sair do estômago, o que não é interessante.

OBS.: Diluição a 6%: em 200ml de água, acrescentar 12 gramas de carboidrato. Diluição a 8%: em 200ml de água, acrescentar 16 gramas de carboidrato.

Nutrição pós-surfe

Um surfista deve consumir 0,5 a 1,5 gramas de carboidrato por quilo de peso corporal, dividido em três lanches nas 4-6 primeiras horas após o treino. Isso ajudará a repor os níveis de energia muscular (glicogênio). Esse é também o melhor horário para comer um doce rico em açúcar e com pouca gordura.

Proteínas

A proteína deve somar de 10 a 15% do valor calórico total da dieta. As proteínas são importantes para construção e manutenção dos tecidos, formação de enzimas, hormônios, anticorpos, no fornecimento de energia e na regulação de processos metabólicos. Os alimentos fontes são: carnes em geral, frango, peixes, miúdos, leite e derivados e leguminosas.

Ela deve ser consumida distante dos horários de treino e de forma fracionada, isto é, em várias refeições para que haja um melhor aproveitamento de aminoácidos pelos tecidos, principalmente o muscular.

O consumo elevado de proteínas pode provocar, dentre outras coisas, perda acentuada de cálcio; o que não é interessante para crianças em fase de crescimento.

Lipídios (Gorduras)

Da mesma forma que as proteínas, os lipídios podem aumentar em valor absoluto de acordo com o tipo de atividade e a intensidade, porém devem ficar entre 15 a 30% do valor calórico total da dieta. As gorduras são facilmente visualizadas em alimentos como as carnes ou mais escondidas nos leites e cremes (onde se encontram em suspensão).

Como os alimentos proteicos, os alimentos ricos em gorduras não devem ser consumidos próximos das provas ou treinos.

Vitaminas e Minerais

Atividades muitos prolongadas aumentam a produção de radicais livres pelo organismo, os quais são responsáveis pela destruição de células. As vitaminas antioxidantes (Vitamina C, E e betacaroteno) são essenciais para evitar os danos causados pelos radicais livres nas células. Além disso, a vitamina A é ótima para o sistema imunológico, e o complexo B é muito importante para o metabolismo oxidativo energético (produção de energia) e para o sistema nervoso central, onde sua falta compromete o desempenho do atleta em função de alguns acontecimentos como: fraqueza, dores musculares, sensação de falta de energia, confusão mental, queda do rendimento aeróbio, degeneração de fibras nervosas, náuseas, falta de apetite, depressão e anemia.

Os minerais são importantes para integridade óssea, manutenção do ritmo cardíaco normal, contração muscular, captação de oxigênio, condução de impulso nervoso, balanço ácido básico dos fluidos corporais e composição de enzimas e hormônios. As vitaminas e os minerais são encontrados nos legumes, nas verduras e nas frutas.

Hidratação

Perdemos água pela respiração, suor, urina e fezes. No atleta, a via mais acentuada de perda de água é o suor, que chega a representar de 5 a 7% do peso corporal.

Quando sentimos sede, já estamos desidratados. 
Perda de 2% do peso corporal: manifestação de sede
Perda de 4% do peso corporal: diminuição da capacidade de hidrólise e do desempenho. Perda de 7% do peso corporal: comprometimento plasmático. Perda de 9% do peso corporal: risco de colapso. Perda de 10% do peso corporal: risco de morte - Em um indivíduo desidratado, ocorre diminuição do volume plasmático com aumento da concentração de sódio e potássio. Todos os eletrólitos ficam mais concentrados e pode acarretar débito cardíaco, diminuição do sangue para os tecidos e diminuição da performance.

Segundo o “American College of Sports Medicine” a reposição de quem pratica exercícios deve ser da seguinte forma:. 2 horas antes: 500ml de líquidos; a partir de 1 hora de exercício: 600 a 1200ml de líquidos por hora, carboidratos: essencial como repositor energético e para retardar a fadiga; concentração de carboidratos: 6 a 8%; concentração de sal: 1/3 col. (sopa) por litro de água; hidratar a cada 15 a 20 minutos.

Orientação nutricional

nos três dias antes

que antecedem a competição

Ingerir com frequência água, água de coco e sucos diluídos; evitar alimentos novos e muito condimentados, para evitar “revertérios” e aumentar o consumo de alimentos ricos em carboidratos, principalmente os complexos, sem aumentar o consumo de gordura.

Carboidratos complexos: cereais (milho, arroz), leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico, ervilha), frutas frescas; hortaliças, raízes (mandioca, batata, inhame) pão francês/integral/de fôrma, bisnaguinhas, macarrão, barras de cereais, bolos simples (sem recheio e sem cobertura), bolachas simples (sem recheio).

O jantar da noite

anterior à competição

Evitar o consumo de alimentos muito gordurosos como frituras em geral, chocolate, salgadinhos e bolachas recheadas, doces etc;

Evitar café, pois a cafeína prejudica o sono e a recuperação, além de demorar 6 horas para ser eliminada do organismo.

Exemplo de um jantar: salada crua com legumes; arroz/feijão; carne/frango/peixe assado/cozido/grelhado; fruta/gelatina/sala de fruta ou salada crua, mais macarrão com molho de tomate e batata assada/cozida com carne/frango cozido/assado/grelhado e fruta/gelatina/salada de fruta.

No dia do evento

Se a competição for no período da manhã ATENÇÃO:procure tomar o café da manhã que você está habituado, não introduza alimentos que você não tem costume de comer.

Opções de alimentos:

. suco de fruta / leite com pouco achocolatado;

. pão francês / de fôrma / integral / bisnaguinha / cereais matinais;

. pouca quantidade de manteiga, requeijão ou frios (peito de peru, queijo branco/presunto magro, etc) e

. frutas e salada de frutas.

Esse café deve ser tomado pelo menos 1 hora e 30 minutos antes da prova. Se o intervalo entre o seu café da manhã e a prova for maior do que 2 horas e 30 minutos, procure comer duas bolachas simples e não se esqueça da hidratação.

Após a atividade física é necessário repor o que foi perdido. Ingerir bastante água ou água de coco ou suco de frutas e comer, principalmente, fontes de carboidratos como: pão simples, bolachas, frutas com aveia e mel, cereais matinais, macarrão, arroz, batata. Se quiser comer algum doce (mais açúcar do que gordura), esta é a melhor hora. Mas não faça isso sempre. 

Se a competição for no período da tarde
procure comer normalmente no período da manhã.
Almoce, pelo menos, 2 horas antes da prova e também não coma nada diferente do que você está habituado.

Opção de almoço:

. legumes e verduras em pequenas quantidades (antes da prova);

. arroz / batata / macarrão com molho de tomate;

. feijão / lentilha / grão de bico / soja

. carne / frango / peixe assado / grelhado / cozido (em pequenas quantidades);

. fruta / gelatina / salada de frutas.

Se o intervalo entre o almoço e a hora da prova for maior do que 2 horas e 30 minutos, procure comer duas bolachas simples e não se esqueça da hidratação.

Após as provas siga a mesma orientação do período da manhã.

Papel do professor de surfe

A principal função do professor ou técnico é orientar o surfista em todos os sentidos para que ele atinja o maior desempenho tático/técnico na competição.

Imagem do professor de surfe

O professor deve ser formado em educação física com registro no CREF - Conselho Regional de Educação Física, além de dominar o conhecimento prático da atividade SURFE. O fato de ele ter sido um grande campeão de surfe, não o capacita ser um educador. O professor de surfe deve manter o aluno no grupo sob treinamento por um período de no mínimo três anos, com aulas específicas em vários itens, desde a preparação física, nutricional, psicológica, cultural, correntes marinhas, teorias da prática do surfe, regras e procedimento de competição, passando por pequenas competições internas até atingir as competições abertas ou estaduais.

Psicologia Básica do Surfista

O surfista pré-adolescente ou adolescente após uma temporada de competições pode entrar numa fase de estresse emocional e física. O mesmo também pode acontecer antes ou durante a temporada. Tal desequilíbrio é causado pela expectativa de seu desempenho versos sua real capacidade técnica/tática/física. O estresse pode ser causado por causa do ambiente onde o jovem frequenta, sua casa ou o grupo onde participa dos treinamentos. Em casa, o estresse pode ser causado pela cobrança dos pais, dos amigos tec.

O outro fator vem de sua percepção (concentração positiva/negativa) da atividade que está realizando. Pode não ser a desejada pelo indivíduo, mas ele assume muitas vezes porque os pais querem que seja assim e o jovem não sabe dizer não.

O terceiro fator é a resposta a essas percepções em relação ao nível de excitação. A excitação refere-se à intensidade do comportamento do jovem, do professor, da família.

O que leva um indivíduo

a tornar-se um competidor

Um dos motivos é a motivação e esta refere-se à tendência e intensidade do comportamento. A chave para a motivação é conhecer as necessidades dos alunos que basicamente são:

1. Necessidade de estimulação ou de estar em um ambiente descontraído.

2. Necessidade de unir-se a outras pessoas.

3. Necessidade de se sentir importante.

Origens da motivação

Intrínseca: desejo de obter sucesso

Extrínseca: desejo de obter sucesso baseado nas necessidades externas, por exemplo: troféus, dinheiro reconhecimento de notoriedade etc.

Álcool e maconha

destoem a vida do surfista

A informação que o uso da maconha melhora o desempenho do surfista é uma mentira. A maconha destrói os aspectos éticos da competição e, sobretudo, a saúde dos surfistas.

Numerosos casos de denúncias de atletas usando maconha nas competições e outras drogas levam autoridades a apertar o cerco com exames antidopings. Os casos se sucedem em todos os esportes, tratando-se de um assunto da maior relevância porque se tornou um problema social.

Um grande número de jovens vem fazendo uso de álcool, maconha e anabolizantes enquanto praticam esportes quando o mesmo requer boas condições físicas e biológicas do indivíduo.

Depoimentos como: “Todo surfista é um maconheiro em potencial, porém nem todo maconheiro é um surfista”, indicam que o consumo da maconha por surfistas é reconhecido por todos os surfistas, mesmo os não usuários.

Estudos apontam a maconha como a droga mais utilizada e de fácil acesso pelos jovens brasileiros.

Percebe-se que, praticantes de surfe com idades entre 15 e 45 anos fumam maconha antes de surfar e outros tipos de drogas lícitas e ilícitas. Como o tema é extenso, você pode ter acesso a ele através do sitehttp://www.purosurf.com.br/maconha.htm

Expressões no surfe

ALOHA: expressão havaiana de puro sentimento.

MAHALO: expressão havaiana Mahalo É um agradecimento, É considerada uma expressão sagrada no Havaii, uma palavra sagrada e poderosa, que não só deve ser usada para expressar coisas boas.

NETUNO: gritar com vontade por Netuno que o mar nos escuta e mandava ondas para deslizarmos até a praia.

BROTHER: Irmão

RASGADA: o surfista joga a rabeta da prancha para frente e vira o corpo para onda.

Aéreo: quando o surfista decola sobre a onda e retorna com perfeição.

Cavada: o surfista vai até embaixo da onda e sobe para realizar uma manobra.

Tubo: o surfista fica dentro da onda, no meio do tudo. A principal manobra do esporte.

360º (graus): manobra em que o surfista dá uma volta completa com a prancha na onda.

Cut Back: o surfista adianta na onda e volta para dar a manobra na parte crítica.

Floater: manobra em que o surfista fica sobre a crista da onda.

Vaca: cair da prancha duranto a subida quando a onda está fechando.

Sóóó! Surfista respondendo uma pergunta qualquer

Podicrêê... Curto muito aeeê...

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