Comportamento

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O Espaço Verde é Vermelho

 

"Aquele que se droga, achando que pode controlar sua entrada e saída no mundo das drogas, mais cedo ou mais tarde descobrirá que a saída é bem mais estreita que a entrada e, que, ao longo da vida, tudo foi perdido: os amigos, o amor próprio, a saúde e, por fim, só restarão os sonhos latentes no mundo das ideias. Este foi o fim de todos que seguiram o caminho das drogas. Maconha é uma droga. Só não enxerga quem já está dominado por ela ou, está sendo incentivado por ideologias mortas. É melhor afastar-se de um amigo enquanto ele está no início da transição da vida saudável para a vida dependente do que vê-lo sucumbir. Maconha é uma droga. Afaste-se dela e de todos que a usam como o Diabo foge da cruz. Mas, será que você entende isto? Será o Espaço Verde um Espaço Vermelho camuflado de um lindo Paraíso? Será que TEU AMIGO, aquele que você chama de corruptor só porque ele quer resgatá-lo do submundo das drogas e trazê-lo para a vida, é um preconceituoso? Eu diria que ele é um conceituoso. Será que ele está errado em dizer um NÃO verdadeiro à você, quando você queria ouvir dele um SIM mentiroso? Será? Quem está com a razão: a namoradinha que só pensa em sexo? O coleguinha com QI de macaco? O explorador de compositores mortos, cuja suas obras musicais estão sendo usadas porque os mortos não podem reclamar os "royaltys" (direitos autorais)? Veja quem você está seguindo: coleguinhas com QI de macaco; empresários sem escrúpulos que ganham muita grana usando as músicas de pessoas que já morreram; namoradinhas que só querem sexo; pessoas influenciáveis etc. Conscientize-se rapaz. Só existe uma pessoa que pode de fato trazê-lo de volta à realidade. Esta pessoa está dentro de você. Liberte-se da fantasia e volte para o mundo real. Ainda há tempo, mas o tempo urge. Abra o olho e livre-se do Espaço Verde. Desculpe: Espaço Vermelho. Esta espaço é uma areia movediça. Uma armadilha mortífera. Aquele que um dia conseguiu sair de lá, hoje chora lágrimas de sangue.

 

Pedro Alberto Guimarães (começou a fumar maconha aos 13 anos, em 1954. Hoje, aos 67 anos, considera-se um ex-drogado, mas perdeu tudo, inclusive a saúde. Pedro está debilitada. Um homem que só tem pele e ossos. Pedro não serve mais para nada. A não ser para servir de exemplo do que não se deve fazer. Mas, ainda vive, sabe lá Deus como. Talvez para deixar mensagens como esta aqui narrada por ele e escrita por mim, Marco Monteiro.)

 

Como conheci Pedro

Ao estacionar meu carro numa praça sita à Boca do Rio, um homem com aspecto de mendigo estava sentado num banco próximo. Peguei minha prancha e tentei dar a volta para livrar-me dele, pois senti que ele estava manifestando uma abordagem. Mas, para minha surpresa, o provecto senhor elogiou meu velho carro, ano 1984, falando coisas sobre o veículo que me impressionou. Resumindo: ele não é esmole, recebe uma pensão do INSS por invalidez. Um dia, ele pertenceu a uma família estruturada. Apenas sua aparência o rotula como um mendigo. Conversamos e ele falou sobre a sua miserável vida que, teve início por volta dos seus 13 anos de idade. Achei interessante a história e publiquei aqui, pensando num amiguinho meu. Infelizmente, esta história não me sensibiliza nem me comove mais, pois eu tive o enorme desprazer de ver dezenas de colegas transformarem-se em zumbis ao longo de minha vida. No início até que chorei, entretanto a imbecilidades deles me fizeram ficar frio diante destas histórias que se renovam a cada ano, envolvendo garotos e garotas de todas as classes sociais, credo, ideologia e raça. Minha dica é a seguinte: quem não houve conselho, às vezes, nem consegue ouvir coitado. Ah! Ia esquecendo: quando vocês passarem por uma rua e virem indivíduos jogados às traças, muitos destas criaturas foram pessoas lindas, cheias de vida como vocês são hoje (refiro-me aos adolescentes) e, trocaram tudo pelos prazeres efêmeros das drogas. Que coisa, hem?

 

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