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Surfistinha geração água mineral

 

Por Marco Monteiro

 

A galera nascida de 1990 para cá foi acostumada a só ingerir água mineral que também passou a ser um sinônimo de estilo de vida saudável e de bem-estar. Mas, não pensem que esta moda é privilégio só dos brasileiros não. As pesquisas  apontam para um aumento de consumo de água mineral em todo o planeta de 145%, nos últimos dez anos.

 

Moda é moda. Quem tem conhecimento de causa não entra neste esquema montado pelas grandes indústrias. Recentemente, recebi em minha casa alguém que recusou ingerir água do filtro, alegando que só bebia água mineral.

 

Para minha surpresa, esta pessoa é surfista e pega onda nas praias mais poluídas de salvador, inclusive, em algumas delas existem placas de aviso de praia imprópria para o banho.

 

Como a maioria das pessoas que lêem os artigos que são publicados neste site são surfistas, achei interessante relatar o fato, fundamentado no comportamento do nosso companheiro que ingere pequenos goles de água impura do mar todos os dias e recusa beber a água filtrada e tratada pela Embasa.

 

Há um mês, correu com destaque nas principais mídias brasileiras as preocupações de muitos ambientalistas sobre a qualidade das embalagens que levam a água até a casa destes surfistinhas geração água mineral. Segundo os especialistas as embalagens armazenam mais sujeira do que a água "TORNERAL" que cai diretamente do cano que vem da Embasa para o nosso filtro.

 

O governo gasta uma fortuna no tratamento da água que corre pelos canos de todas as cidades. Pois, não é bom para os governos de todo o mundo ter uma sociedade contaminada e morrendo por doenças causadas pela água.

 

A água mineral não deve ser desprezada nem tampouco passar a ser algo indispensável na vida do ser humano. Existem outras preocupações que devemos ter e que fazem mais mal aos nossos organismos, como por exemplo usar drogas.

 

A moda da água mineral

 

Por Rafael Corrêa e Vanessa Vieira

 

A fabricação das garrafas plásticas usadas pela maioria das marcas é um processo industrial que provoca grande quantidade de gases que agravam o efeito estufa. Ao serem descartadas, elas produzem montanhas de lixo que nem sempre é reciclado. Muitas entidades ambientalistas têm promovido campanhas de conscientização para esclarecer que, nas cidades em que a água canalizada é bem tratada, o líquido que sai das torneiras em nada se diferencia da água em garrafas. (grifo meu) Organizações européias e americanas até estimulam as pessoas a escrever a seus restaurantes favoritos pedindo que suspendam a venda de água mineral e, dessa forma, contribuam com a preservação do planeta.

 

As campanhas têm dado resultado nos lugares onde a preocupação ambiental já ganhou a adesão das multidões e os moradores confiam na água encanada. A partir do próximo sábado, os órgãos públicos de São Francisco, nos Estados Unidos, estarão proibidos de comprar água mineral para seus funcionários. Outras grandes cidades americanas, como Los Angeles e Salt Lake City, já adotaram a mesma medida. Apenas nos Estados Unidos, os processos de fabricação e reciclagem das garrafas plásticas consumiram 17 milhões de barris de petróleo em 2006. Esses processos produziram estimados 2,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa, poluição equivalente à de 455.000 carros rodando normalmente durante um ano. O dano é multiplicado por três quando se consideram as emissões provocadas pelo transporte e refrigeração das garrafas.

 

O problema comprovado e imediato causado pelas embalagens de água é o espaço que elas ocupam ao ser descartadas. Só no Brasil, que recicla menos da metade das garrafas PET que produz, mais de 4 bilhões delas viram lixo todos os anos. Como demoram pelo menos 100 anos para se degradar, elas fazem com que o volume de lixo no planeta cresça exponencialmente. Quando não vão para aterros sanitários, os recipientes abandonados entopem bueiros nas cidades, sujam rios e acumulam água que pode ser foco de doenças, como a dengue.

 

A maioria dos ambientalistas reconhece, evidentemente, que no Terceiro Mundo, com vastas regiões nas quais não é recomendável consumir água diretamente da torneira, quem tem poder aquisitivo para comprar água mineral precisa fazê-lo por uma questão de segurança. De acordo com um relatório da ONU divulgado recentemente, 170 crianças morrem por hora no planeta devido a doenças decorrentes do consumo de água imprópria.

 

Um estudo apresentado neste ano na Royal Geographical Society, na Inglaterra, chamou atenção para o fato de que a contaminação da água potável por arsênio em inúmeros países, principalmente na Ásia e na África, poderá aumentar consideravelmente os casos de câncer nos próximos anos. Assim, ao comprar água mineral nesses países, não se tem segurança de estar consumindo um produto saudável.

 

Segundo os médicos, a quantidade de minerais contida tanto nas águas de nascentes e aqüíferos quanto nas purificadas é muito pequena para torná-las mais saudáveis do que a água da torneira. Diz o fisiologista Paulo Zogaib, professor de medicina esportiva da Universidade Federal de São Paulo: “Não há pesquisas científicas que comprovem que essas águas são melhores para a saúde. O importante é manter o corpo hidratado com água de procedência segura”.

 

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