História

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Para quem nunca fez um tubo

Por Marco Monteiro

Bem pequeno seria o proveito da cidade se alguém, nas margens do Pisa, conquistasse a vitória nos jogos; pois isto não enche os celeiros da cidade. (XENÓFANES apud BORNHEIM, 1993, p. 31)

Como se percebe, por intermédio deste fragmento podemos perceber a afirmação taxativa do pensador de que seria “bem pequeno” o benefício para as pessoas e à cidade se alguém viesse a ganhar os jogos. Logo a seguir, o pensador apresenta um contraponto daquilo que seria para o pensador um elemento importante à cidade quando se refere à questão de que os celeiros da cidade devessem estar cheios.

Para quem nunca "fez um tubo" (foto acima) e para quem nunca ganhou uma competição, estes prazeres nunca serão sentidos a não ser por aqueles que já tenham realizando a ação. E os benefícios para o esporte dados por estes campeões são tão pequenos que não acrescentam em nada a melhoria da atividade praticada por outros milhares de surfistas anônimos e simpatizantes.

Num giro filosófico sobre alguns elementos que orbitam o mundo do surfe, devemos agradecer as esmiuçadas partículas lançadas em prol do que vemos hoje acontecer, tanto de forma negativa quanto positiva, formatados pelos antigos ou novos, ou aos que se propuserem a lidar com esta temática e, além disso, quem sabe, podem até vir a ajudar a compor as tramas e desafios vividos ao longo da história do surfe e que tiveram como objeto as práticas de uma cultura órfã de uma atividade que atrai milhares mas, só poucos têm acesso a ela.

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